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"Algumas pessoas são educadas o bastante para não falarem com a boca cheia, porém, não se importam em fazê-lo com a cabeça vazia" Orson Wells

15/04/2012

SEMPRE A MESMA DESCULPA...parte1

Hoje vou publicar um texto do meu filho Pedro que estuda o 3º semestre de Jornalismo a respeito da sempre e atual polêmica sobre a influência da internet na educação das crianças. Sem querer "puxar a brasa pra minha sardinha", penso exatamente como ele, o que quer dizer que eu e meu marido conseguimos passar para ele e, tenho certeza que para os outro dois também, os nossos conceitos. É sempre muito fácil culpar: a internet, a televisão, a juventude de hoje em dia, e outras tantas desculpas que ouvimos por aí, para justificar a quase sempre injustificável ausência na vida dos filhos e na falta de educação dos mesmos. Para se ter uma ideia, certa ocasião, ouvi de uma mãe que tinha um casal de filhos da mesma idade dos meus, que ela não falaria muitas coisas para eles a respeito principalmente sobre sexo, porque eles aprenderiam na rua mesmo e assim ficariam mais espertos. Hoje em dia, cerca de 10 anos depois, ela lamenta a ausência de seus filhos em casa porque eles só querem saber de baladas e namoros. Infelizmente certas pessoas precisam aprender da maneira mais difícil.

Como esse blog não permite textos maiores, farei a publicação do texto mencionado em outra postagem logo abaixo desta.

 


Escrito por marizete assis às 23h04
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SEMPRE A MESMA DESCULPA...parte2

CULPAR A INTERNET É DESCULPA DE DESLEIXADO



Não faz muito tempo, uma matéria publicada no portal do “The New York Times” exibia o título: “se seu filho está acordado, ele está online”. Na época, o jornal promoveu um debate com especialistas em educação para discutir a questão da exposição das crianças à internet e o por que dos pais não fazerem nada a respeito.

O enunciado parecia escancarar o que a muito já é notável. É praticamente impossível, hoje, separar a criança da tecnologia que a cerca, bem como evitar o descaso dos que a bancam. A ideia de simplesmente restringir esse consumo parece banal, à medida que essa tecnologia é comum para todas elas que, por sua vez, podem navegar na casa de amigos, por exemplo, onde as regras de utilização tendem a ser diferentes e mais flexíveis. Porém, essa lógica, que a princípio gera debates (como o citado acima) e até certo medo, poderia ser contornada, positivamente, se uma básica, mas importante etapa do desenvolvimento da criança fosse sempre cumprida: a participação dos pais nos aspectos da vida dos filhos. Nesse caso, os cibernéticos.

O obrigatório dever moral de educar suas crias deu lugar a um desejo desenfreado de alimentá-los com bugigangas e quinquilharias. Hoje, logo após saúde e alimentação, em ordem de itens “imprescindíveis”, estão o smartphone, o notebook, o tablet e o que mais vier. Educação virou artigo de luxo nessa listinha.

Como afirma Alexandre Henriques, coordenador de Informática Pedagógica de uma escola paulista, toda criança tem sua “iniciação” no mundo online muito cedo, hoje em dia. “Antes mesmo de aprenderem a ler e escrever, as crianças já sabem utilizar o computador”, diz Alexandre.

De fato, controlar os caminhos do filho no universo virtual não parece tarefa fácil, uma vez que a oferta é abundante, não só em dispositivos, como em sites (as várias redes sociais e sua solidão assistida, a ilusão de ter “um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar”*, não nos deixam mentir). E, como tudo na vida, o tiro pode sair pela culatra. Nada exime o rebento de, mesmo orientado, seguir o caminho “contrário”. Mas há sim, um meio capaz de instruir e acompanhar as crianças (não literalmente) sem cortar, pura e simplesmente, sua diversão. Talvez não seja o único, mas de todos é o mais “paternal”: o diálogo. Simples assim.

Através da conversa frequente com os filhos, os pais devem criar regras condizentes com a realidade que os cercam e participarem mais ativamente da vida virtual dos jovens. Para tanto, o primeiro passo é se familiarizar com esse mundo e estar sempre disponível caso haja dúvidas ou descobertas, a primeira vista, impróprias. Um exemplo disso está em uma pesquisa realizada pela empresa Wave Corporate, entre maio de 2009 e maio de 2010, que verificou estarem entre os termos mais buscados pelos jovens na internet as palavras “sexo” e “pornô”.

Ao invés de reprimir ou condenar tais curiosidades, os pais deveriam entender que tudo faz parte de um processo de evolução da criança, que não se diferencia do que eles (os pais) já enfrentaram, um dia. Ou não é verdade que antes da internet, a televisão sofria com o preconceito e a censura, mais por ser “nova” e desconhecida do que pelo conteúdo abordado (fato que só começa a ganhar destaque atualmente)? E que, mais antigamente, pais conservadores restringiam a leitura de seus filhos, chegando até a queimar livros por considerá-los inadequados? A curiosidade e a busca pelo novo são características presentes em todas as crianças, que já possuem, naturalmente, uma tendência ao exagero. Se as tecnologias atuais as deixam mais suscetíveis a assuntos usualmente restritos ao ambiente familiar (isso quando existem...), por outro lado, elas oferecem uma ótima oportunidade de entender e acompanhar melhor o desenvolvimento dos filhos, possibilitando a quebra de tabus antes impenetráveis.

Portanto, o principal ponto não se trata só do tempo que as crianças passam com a cara em frente a uma tela. Caso fosse, não haveria tantos problemas. Psicólogos e Oftalmologistas estão aí para isso. Também não é questão, simplesmente, do conteúdo acessado, mas sim, de como a criança absorverá esse conteúdo. Se de forma abrupta, tomando conclusões por si própria, ou com acompanhamento (do) responsável. O simples ato de ouvir e aconselhar uma criança, de orientá-la sem proibições ou vetos extremos, cria nela um vínculo de respeito e cumplicidade que firewall* nenhum conseguiria.

PEDRO ASSIS SANTOS


Escrito por marizete assis às 23h02
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18/03/2012

PONTO NEGRO


Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.
Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.

O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:

- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:


- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vidas.
Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
Temos motivos para comemorar sempre!
A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

(Texto retirado do site: mensagens espiritas - anjos da noite)

 

Vamos pensar nisso! Boa Semana à Todos!


Escrito por marizete assis às 20h48
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04/03/2012

QUANTO CUSTA UM MILAGRE?

Uma garotinha de apenas seis anos de idade, brincava em seu quarto sozinha, quando ouviu  a conversa de seus pais na sala. Falavam sobre a doença de seus irmãozinho mais novo:

_ Não podemos mais ficar nesse apartamento- dizia o pai - o aluguel é muito mais alto do que o outro que é um pouco menor, e com todo esse dinheiro que estamos gastando com essa doença, precisamos economizar tudo o que for possível.

_ Podemos nos mudar logo - respondia a mãe - porém, isso não ajudará em muita coisa. A cirurgia que nosso filho precisará realizar é muito cara e mesmo com essa pequena economia não conseguiremos pagá-la e, sem a cirurgia, só mesmo um milagre fará com que ele fique curado.

A garotinha mesmo não entendendo bem o que estava acontecendo, sabia que seu pequeno irmão estava muito doente e precisaria de toda ajuda possível, estão, resolveu ajudar. Imediatamente foi até seu armário e, bem lá no fundinho pegou um pote de geléia que ela escondia de todos. Fechando a porta para que ninguém a visse, abriu o pote e despejou todas as suas moedas no chão para contá-las.

Na manhã seguinte, saiu bem cedo com sua pequena fortuna e foi até a farmácia que ficava a poucas quadras da sua casa. Chegando lá, o farmacêutico conversava animadamente com outro homem e, por isso, não percebeu a presença da pequena garota. Vendo isso, a menina achou por bem esfregar bem forte seu pezinho no chão para que fizesse barulho e fosse notada, mas foi em vão, resolveu então, limpar a garganta o mais alto que conseguia, mas nada adiantou, logo, perdeu a paciência e falou bem alto:

_ Senhor, pode me atender por favor?

Vendo aquela pequena garota, o farmacêutico achou que não se tratava de nada importante e respondeu em um tom de voz um tanto irritada:

Mas o que foi menina? Não está vendo que estou conversando com meu irmão que chegou ontem do Tennessee? O que você quer afinal?

_ Preciso saber quanto custa um milagre? - respondeu a garotinha.

_ Ora, não vendemos milagres aqui. Volte para sua casa garota- disse o farmacêutico.

_ Mas eu preciso de um milagre para meu irmãozinho que está muito doente. Por favor senhor! Eu tenho dinheiro para pagar.

Ouvindo isso,o farmacêutico já com a voz branda de piedade perguntou-lhe:

_ E o que é que o seu irmãozinho tem?

_ Não seu bem. Sei apenas que tem alguma coisa crescendo dentro da cabeça dele e ele precisa fazer uma cirurgia que meu pai não tem dinheiro para pagar, então, minha mãe disse que só mesmo um milagre fará com que ele fique bom de novo, por isso eu quero comprar um. Quanto custa?

O outro homem que ouvia toda a conversa perguntou para a garota:

_ Quanto dinheiro você tem aí?

_ Tenho um dólar e onze centavos - respondeu toda orgulhosa.

_ Mas que maravilha!  É exatamente o preço de um milagre - disse o homem já estendo a mão para pegar o dinheiro que a menina lhe entregava contente e continuou - Me leve até a sua casa.

E foram os dois. O homem em uma das mãos segurava o dinheiro e na outra a mão da garotinha que o conduziu até a sua casa onde ele, um neurocirurgião conversou com os pais dela sobre a doença do outro filho deles.

Algumas semanas depois, o menino já se recuperava da cirurgia que havia sido realizada com sucesso. Seus pais, ainda no apartamento, conversavam desta vez animadamente na sala:

_ Graças a Deus agora está tudo bem - dizia a mãe- e nós não gastamos nada para que esse milagre acontecesse. Hospital, médico, cirurgia, tudo um milagre! Quanto será que custaria se tivéssemos que pagar? - dizia ao marido que respondeu não fazer a menor ideia. Já a pequena garota que ouvia tudo num cantinho da sala onde brincava silenciosamente, esboçou um leve sorriso. Ela sabia muito bem quanto custava um milagre. Um dólar e onze centavos!


 

BOA SEMANA À TODOS!

 

 


Escrito por marizete assis às 22h25
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AND OSCAR GOES TO.....III

 

 

As paixões nossas de cada dia!

Oi pessoal. Bem, não poderia deixar de falar sobre uma das minhas paixões que é cinema, e, como não poderia deixar de ser a premiação do Oscar* que aconteceu em 26 de fevereiro, domingo passado.

Confesso que já fazia um bom tempo que eu não assistia à festa da premiação do começo ao fim, mas nesse ano, eles encurtaram um pouco não apresentando as músicas que foram indicadas ao premio de melhor canção original, o que na verdade também não fazia muito sentido apresentar já que eram apenas duas, uma delas a única indicação do Brasil neste ano. Como todos já devem saber, não ganhamos mais uma vez. Nesse quesito, nossos vizinhos argentinos estão bem melhores na fita, sendo que já ganharam dois premios da academia por melhor filme estrangeiro. A primeira em 1986 com o filme "A História Oficial" e em 2010 por "OSegredo dos Seus Olhos". O primeiro eu não posso falar porque não assisti, mas o segundo é realmente muito bom. Técnicamente não saberia avaliar, mas como filme de leigos apaixonados, o que é o meu caso, é ótimo. O Brasil, não se sabe o por quê, manda como concorrente apenas filmes que tratam da nossa mais baixa realidade. A triste realialidade é que deixa de lado muitas coisas boas que existem por aqui. Li recentemente em um site que não me lembro qual, que alguns diretores brasileiros dizem que gente rica não rendem boas histórias, então, fazem tudo o que vemos por aqui. Esse mesmo site fazia essa citação, quando comparava e elogiava a premiação, neste ano, de um filme do Irã como melhor filme estrangeiro chamado "A Separação", onde trata dos conflitos vividos por famílias de classe média. Lembro que em 1995 o filme brasileiro indicado para o prêmio foi "O Qatrilho". Achei muito bom mesmo, porém, também não recebeu nada, mas , pelo menos, era uma trama bem diferente das que estamos acostumados a ver nas nossas telas e nas indicações mais recentes. A mehor participação do Brasil na festa, acho que foi mesmo com o filme "Cidade de Deus", onde concorreu em várias categorias, e o melhor é que é um filme originalmente brasileiro, diferente do filme "O Beijo da Mulher Aranha" onde também concorreu em categorias, porém era uma co-produção brasileira e norte americana e o único vencedor foi mesmo o ator William Hurt. Agora, uma curiosidade daquelas de matar é que em 1959 o Brasil mandou um filme chamado "Orfeu Negro" que é uma adaptação da peça de Vinicius de Moraes "Orfeu da Conceição". Na verdade é uma co-produção Brasil, França, Itália. O roteiro foi adptado pelo diretor o francês Marcel Camus, as músicas eram de Tom Jobim e Luis Bonfá, assim como o próprio Vinicius, os atores eram todos brasileiros, foi filmado no Brasil e a língua utilizada foi a portuguesa, e vejam só, esse filme ganhou o prêmio na categoria de melhor filme estrangeiro. Que legal! Seria melhor, porém, se o prêmio tivesse sido dado para o Brasil, pois, por ter um diretor francês, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que faz a premiação do Oscar, considerou esse filme como sendo francês/italiano, e o prêmio, ou melhor, and Oscar goes to....não para os tupiniquins aqui, é claro! Da mesma forma aconteceu quando eles preferiram premiar em 1998 no filme "Shakespeare Apaixonado"  uma atriz quase desconhecida na ocasião, pois ela havia estreado no cinema apenas em 1991, Gwyneth Paltrow, e não premiar a atriz brasileira Fernanda Montenegro, justamente indicada pelo filme "Central do Brasil". O nosso consolo nesse ano é que mais uma vez uma das outras concorrentes era a igualmente maravilhosa Meryl Streep, que em todas as suas dezessete idicações, ganhou apenas três, essa última nesse ano de 2012.

 

 


Categoria: ADORO CINEMA
Escrito por marizete assis às 21h37
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26/02/2012

ESTOU DE VOLTA

Como vocês podem ver, não consegui ficar muito tempo longe deste blog no qual escrevia tudo o que me dava na telha, e era muito bom. Como vocês sabem também, possuo um outro endereço no blogspot que é sobre Feng Shui (link ao lado - O Jardim Zen-Feng Shui), lá, continuarei colocando muitas dicas legais sobre o tema e sobre minhas atividades profissionais, porém aqui, quero voltar a escrever minhas crônicas, meus comentários sobre assuntos diversos, colocando vídeos de músicas que eu gosto e muitas coisas boas que a gente vê e ouve por aí, como o texto que eu colocarei hoje, enfim, novamente, tudo "o que der na telha".

O texto a seguir eu ouvi hoje na radio boa nova   no programa "Arquivo Vivo" que vai ao ar aos domingos às 10:00hs da manhã. O programa passava a última parte do seminário " Em Busca da Verdade" ocorrido em 2010 com o orador e médium Divaldo Franco onde lá pelo final  do programa ele conta sobre um artigo publicado nos EUA (não saberei informar maiores detalhes) onde um homem narra sua história. Diz o artigo:


Cheguei para o jantar e, como sempre, minha esposa já estava à mesa. Tomei coragem e disse-lhe:

_ Quero me divorciar de você.

Ela, como era de se esperar, fez uma expressão de surpresa e indagou-me:

_ Essa decisão é definitiva?

_ Sim. É definitiva - respondi-lhe e acrescentei:

_ Já estou conversando com meu advogado para que tudo fique arranjado da melhor forma. Deixarei esta casa e o carro para você e mais trinta por cento das ações da empresa. - ela então levantou-se derrubando ao chão o prato e os talheres e correu chorando para o quarto. Senti-me aliviado. O pior já havia passado! Tive coragem de dizer-lhe o que desejava.

Na manhã seguinte, ela ainda chorosa, procurou-me para dizer que precisava pedir-me um favor. Não queria a casa nem o carro, tampouco as ações, porquanto também trabalhava e era uma mulher independente, mas assinaria o divórcio sem problemas seu eu concordasse com uma condição. Disse ela:

_ Nosso filho fará alguns exames em breve e para que ele não tenha aborrecimentos quero comunicar a ele sobre nossa separação apenas daqui há trinta dias. - e continuou: _ Lembra-se de quando nos casamos que, ao chegarmos em casa você me carregou no colo para entrar na sala e logo depois carregou-me novamente até nosso quarto?

_ Claro que me lembro - respondi.

_ Pois bem, - continuou ela - à partir de amanhã, quero que você me carregue no colo novamente todas as manhãs ao sairmos do quarto até a sala, para que quando nos separarmos, nosso filho não fique com uma má impressão de nós.

Concordei com ela, afinal, isso não me custaria nada. Mais tarde contei o fato a Susan, a mulher com quem planejava me casar e ela disse:

_ Que coisa absurda! Essa mulher é louca? Para que, afinal, ela quer fazer isso?

Respondi que também achava uma coisa estranha, mas havia concordado em fazê-lo.

No dia seguinte eu a carreguei no colo e fiquei surpreso como ela era leve. Mais leve do que eu imaginava. Como ela prevera, ao nos ver, nosso filho ficou extasiado e disse em voz de pura admiração:

_ Nossa! Que cena linda!

E assim foram os dias. Todas as manhãs eu a carregava nos braços do quarto até a sala e a cada dia ela me parecia mais leve.

No décimo dia, notei que ela se arrumava com um vestido novo e colocou o mesmo perfume que usou em nosso casamento. Ao carregá-la, ela passou seu braço em volta do meu pescoço e era como uma brisa.

No décimo quinto dia, passei todo o tempo com Susan e, ao chegar em casa encontrei minha mulher sentada escrevendo frenéticamente. Como estava exausto, fui deitar-me sem nada dizer.

No vigésimo dia era eu que me sentia mais leve. Não sabia exatamente porque, talvez porque o prazo estava terminando, mas algo diferente estava acontecendo em mim.

No vigésimo oitavo dia eu já tinha completa certeza. Fui a casa de Susan e disse-lhe que não iria mais divorciar-me.

_ Por que não? - indagou-me tremendamente surpresa.

_ Porque hoje tenho absoluta certeza de que eu amo minha mulher. Estávamos apenas distanciados, mas, por incrível que pareça aquela loucura de carregá-la nos braços todas as manhãs serviu para nos aproximar e eu senti o quanto ainda a amo.

Susan, é claro, ficou revoltada com a situação. Esbravejou e atirou contra mim um vaso que estava a mão enquanto me expulsava de seu apartamento. Sai de lá aliviado. O pior já havia passado e eu estava, desta vez, certo do que havia decidido. No caminho de volta, passei por uma floricultura e comprei uma dúzia de rosas. A florista perguntou-me se não gostaria de colocar um cartão e eu aceitei, no qual escrevi: "Eu te amo e te carregarei até que a morte nos separe"! Segui meu caminho contente da minha decisão. Chegando em casa, não encontrei minha esposa na sala como era de costume, encontrei-a no quarto deitada em nossa cama. Ela estava morta! Ao lado da cama, o papel que ela havia escrito frenéticamente dias antes onde ela explicava tudo. Sofria de um câncer e não havia me contado nada. Uma metastase enorme! O prazo que ela havia me pedido de trinta dias era, na verdade, o tempo que o médico havia lhe dado de vida.  Ela tinha razão, nosso filho não sofreu o trauma do nosso divórcio e até seu último dia de vida ele soube que nos amamos até o fim e eu soube que a carregaria para sempre até depois da morte.


 ********

Pensemos nas consequências de nossas dicisões muito além da nossa simples vontade!

Bom final de domingo a todos!


Escrito por marizete assis às 17h25
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10/12/2011

FELIZ NATAL...FELIZ ANO NOVO E TUDO NOVO...

Olá pessoal! Faz bastante tempo que eu não escrevo aqui, hoje, porém, é uma ocasião especial. Volto somente para me despedir deste blog. Como já comentei, vou seguir meu rumo profissionalmente como Consultora de Feng Shui. Por enquanto minha casa nova é outro blog, mas brevemente estarei com meu site no ar, que já está em construção. Aproveito para deixar meus agradecimentos a todos que me acompanharam durante estes dois anos e meio e as mais de 17.800 visitas com muito carinho de todos. Espero todos lá no outro endereço com muitas dicas e muita energia com feng shui.

Como sempre, não poderia deixar de colocar algumas imagens desta data maravilhosa que é o Natal e me despeço com algumas fotos aqui de São Paulo, principalmente da av Paulista que nesta semana comemorou 120 anos e foi meu primeiro endereço profissional aos 18 anos.

Beijos a todos e um FELIZ NATAL E FELIZ 2012.

Meu novo endereço é:

http://www.ojardimzen-energiacomfengshui.blogspot.com

Aguardo todos vocês para várias visitas!

 

Passarela de natal na Av. Paulista

Fachada de um Banco na Av. Paulista

Shopping Iguatemi na zona sul

TODAS AS FOTOS SÃO DO PORTAL R7

 

Quer muitas dicas para o seu inicio de ano com muito mais energia e boas vibrações. Me visite!

http://www.ojardimzen-energiacomfengshui.blogspot.com

 


Escrito por marizete assis às 18h39
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12/10/2011

PEROLAS

Só quem não viveu esta época é que não sente saudade.

 

 

 

 

 

 

 


Escrito por marizete assis às 20h44
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18/09/2011

PARA TERMINAR BEM O DIA...

...e para ter uma ótima semana!

 

 


Escrito por marizete assis às 20h39
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17/09/2011

QUAL A SUA ESCOLHA?

Este texto é do ano passado (2010) apresentado pelo Max Gehringer na radio CBN que eu transcrevo aqui. Eu já fiz a minha escolha, serei sempre FELIZ.

***********

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.

Lá vai:

Abre Aspas…

Prezado Max, meu nome é Sérgio. Tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas me diziam pra eu escutar os mais velhos que eram mais sábios agora eles dizem pra eu escutar os mais jovens porque eles são são mais inteligentes.

Na semana passada li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisas. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. E descobri pra minha surpresa que hoje poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei, e principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 1 milhão de reais na conta bancária. É claro que eu não tenho esse dinheiro! Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isso, acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

Fecha Aspas…

 

 


Escrito por marizete assis às 23h14
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JULIA E A VIDA REAL

Julia andava pensando muito em sua vida nos últimos tempos. Analisava o por que de estar sempre procurando algo que a satisfizesse sem nem mesmo saber o que. Em sua vida, estava sempre deixando as coisas que começava de lado ou as iniciativas para depois. Quando demonstrava interesse por algo novo sempre havia duas opções: arrumar um motivo para não fazer, ou começar a fazer e logo perder o interesse. Pensando nessas coisas, Julia começou a lembrar da sua infância. Desde pequena, sempre gostava das coisas que eram as mais difíceis de conseguir. Lembrava que, como toda menina, quando entrou na escola, desejou ser  Professora, depois disso, só se desejou coisas totalmente fora do comum para sua época. Se pensasse em se tornar atriz não caberia a ela ser comum, teria de ser a que ganharia o Oscar*, para tanto, deveria ir para Hollywood.  Se por acaso se interessasse por algum esporte, seria aquela que ganharia a medalha de ouro aclamada como heroina nacional, adorada e porque não quem sabe invejada por alguns. Se fosse qualquer outra profissão, teria de ser aquela profissão que ninguém do seu meio comum sequer tivesse sonhado para si. E dessa forma, seus dias foram passando de sonho em sonho.  O mais engraçado de tudo isso é que na vida real Julia nunca se preocupou em ser a melhor no que estivesse fazendo. Na escola era sempre boa aluna, mas isso para ela era algo que acontecia naturalmente, nunca foi uma meta a alcançar. Quando se tornou adulta, nunca pensou em ser uma profissional qualificada fosse qual fosse a área em que estivesse atuando era sempre apenas mais uma no meio de tantos outras pessoas. Na realidade, sempre viveu para sonhar, sonhar com tudo o que não estivesse ao seu alcançe, e mesmo quando não se tratava de algo tão distante e inusitado, não se esforçava para conseguir, achava sempre uma desculpa para deixar de lado. Era-lhe sempre mais fácil sonhar apenas e lamentar sempre sem saber de que. Julia enfim começava a entender o que se passava com ela mesma.  Enfim, Julia deixaria de ser tão insatisfeita consigo mesma e com a vida. Não era afinal a vida somente que não lhe trouxera as oportunidades tão sonhadas, mas sim ela mesma que sonhando não havia até agora dado oportunidades para a vida.

 

 

 


Categoria: CRÔNICAS
Escrito por marizete assis às 18h22
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30/08/2011

MEU LADO ROMANTICO

Como entitulei este post, mostro um pouco meu lado românticos. Para alguns que possivelmente venham a ler e ouvir esta postagem, poderão achar meloso até mesmo um pouco "brega", mas eu particularmente adoro este cantor e este tipo de música. Confesso que não todas, mas algumas delas são muito boas para mim, portanto, dou-me a liberdade de postar aqui este vídeo e quem sabe mais pra frente outros iguais.

 

 

La Mentira
(Luis Miguel)

Se te olvida
Que me quieres a pesar de lo que dices
Pues llevamos en el alma cicatrices
Imposibles de borrar

Se te olvida
Que hasta puedo hacerte mal si me decido
Pues tu amor lo tengo muy comprometido
Pero a fuerzas no será

Y hoy resulta
Que no soy de la estatura de tu vida
Y al dejarme casi, casi, se te olvida
Que hay un pacto entre los dos

Por mi parte
Te devuelvo tu promesa de adorarme
Ni siquiera sientas pena por dejarme
Que ese pacto
No es con Dios


Escrito por marizete assis às 10h48
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03/08/2011

 
 

A LEI DE SER FELIZ

 

 

É eterna a afirmação que ouvimos que estamos sempre em busca da felicidade. Agora, existe um projeto de lei que garante ao cidadão o direito de ser feliz, obrigando o Estado a garantir ao povo os direitos sociais constantes na Constituição para que o cidadão "busque" a felicidade. Vejam bem, BUSQUE a felicidade. Nem mesmo a lei, naturalmente, garante que a pessoa seja feliz apenas por ter seus direitos básicos garantidos.

No filme "À Procura da Felicidade", a personagem do ator Will Smith, passa por uma série de dificuldades financeiras sempre junto de seu filho, até mesmo dormindo no banheiro da estação do metrô, para  conseguir um novo emprego. É um filme que conta a história real de Chris Gardner( com algumas modificações) que hoje em dia é um magnata na área de finanças. Neste filme o que é a felicidade para Chris? Na minha visão é a concretização de seus objetivo, alcançar aquele emprego sonhado, sim, mas acima de tudo e mesmo passando por todas as dificuldades, nunca abandonar seu filho que na realidade tinha apenas dois anos ao contrário do filme onde tem cinco. Será que ele sonhava em hoje ser o bilionário que é, ou apenas desejava ser bem sucedido podendo sair daquela situação?

Existe também a mania de dizer e achar que as pessoas estão sempre em busca da felicidade porque a colocam sempre em algo que elas não têm. Na verdade, eu acredito que isso é um hábito adquirido e passado quase que culturalmente. Acredito que a felicidade como a maioria imagina simplesmente não existe. Ganhar na mega sena, ter aquela casa ou aquela profissão maravilhosa, fazer aquela viagem tão sonhada, tudo isso é motivo de felicidade e alegria para qualquer um, inclusive para mim, mas, se você paga aluguel de uma casa modesta, tem um emprego que te garante o sustento, não consegue viajar além da praia local ou às vezes nem isso, mas tem familia e saúde, você não é feliz?

Para quem trabalha na área da saúde, sabe-se de casos que, mesmo passando por doenças graves sem perspectiva de cura, existem pessoas que, mesmo sem exageros, aproveitam pequenos  momento sem reclamar apenas para agradecer cada instante que estão vivos.

Num outro exemplo de filme, "Antes de Partir" Jack Nicholson e Morgan Freeman, vivem personagens que estão com câncer em fase terminal. Com apenas alguns meses de vida eles se conhecem e passam juntos por várias aventuras em viagens pelo mundo, mas o que fica no final e é a essência do filme, é o que cada um aprendeu com o outro e a amizade que permanece. Os reais valores da vida são aprendidos nessa experiência toda, para as personagens e deveria ser também para quem assiste.

A felicidade não está em nada concreto mas em várias partes da vida sejam elas palpáveis ou abstratas, afinal ela é totalmente individual, cada um a sente e a vê de diferentes formas, assim como o amor, cada um tem o seu e por pessoas ou coisas que são particulares e lhes agradam aos olhos e ao coração. A felicidade são vários e pequenos momento, vários e pequenos pedaços da vida.

Em suma, todos fomos e somos absolutamente felizes hoje e seremos sempre, falta apenas a sensibilidade de perceber e agradecer.

FELICIDADE À TODOS!

 


Categoria: CRÔNICAS
Escrito por marizete assis às 09h54
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31/07/2011

 
 

NOSSA MÃE NATUREZA

Como já comentei em outras ocasiões, moro em um lugar privilegiado  nesta cidade muuuuuuito grande. Bem perto da minha casa, está o Horto Florestal de São Paulo, mais ou menos, uns quinze minutos a pé, mas, como era de se imaginar, fazia muito tempo que eu não ia até lá. Fazia, porque semana passada, eu e minha filha fomos fazer caminhada lá. Só a ida e a volta já é uma tremenda caminhada, mas a vista e o ar que respiramos, compensa tudo. Desta vez, eu me lembrei de tirar umas fotos e resolvi colocar aqui pra vocês compartilharem comigo, infelizmente não cheguei a tempo de presenciar a florada das cerejeiras, um espetáculo especial da natureza. As melhores eu deixei por último com uma surpresinha, espero que estejam boas e que vocês gostem.

 

Esta é a casa de verão  do Governador de São Paulo onde esteve hospedado  o Presidente Fidel Castro.

Museu do Horto onde há muitas variedades de plantas.

As pessoas podem se exercitar nestes aparelhos enquanto as crianças se divertem no parquinho.

Vejam no vídeo que preparei as outras fotos do passeio.

 


Categoria: ECOLOGIA
Escrito por marizete assis às 20h54
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18/07/2011

 
 

JULIA E O TEMPO

 

Seu nome era Julia. Ela não era difrente de qualquer garota da sua idade, mas também não era igual. Tinha lá suas paixonites, suas manias, seus ídolos e era aí que na maioria  as vezes ela se diferenciava. Enquanto as garotas ficavam suspirando por bandinhas "emos" e seus cantores com cara de não se sabe bem o quê, Julia suspirava por várias coisas, mas somente as que lhe proporcionariam uma vida diferente. Não queria ser igual a todos nem diferente demais, apenas não igual. Não ambicionava a fama, mas o sucesso. Não queria ser apenas mais uma mas uma a mais na vida de muitos. A única coisa que perturbava Julia não eram seus pais, seus amigos , seus professores, sua vida financeira, o que perturbava realmente Julia no que ela gostaria de fazer da sua vida era que, ela simplesmente não sabia o quê. Seria exatamente o que que ela deveria fazer? Implacavelmente,então, o tempo foi passando e é claro,Julia foi passando com o tempo mas, suas axpirações não passaram, assim como não passaram suas dúvidas. Cada vez que Julia via ou fazia algo diferente do seu cotidiano, aquele sentimento voltava com mais e mais força o que a deixava mais e mais confusa, o que fazer? Se perguntava cada vez mais e com maior intensidade, afinal, Julia agora não era mais uma garota e sim uma mulher. E o tempo continuava a passar mas Julia não desistia do seu sonho, nunca seria tarde, um dia ela iria encontrar aquilo que ela buscava, aquilo que ela tinha certeza estava lá em algum lugar reservado para sua vida! O que Julia não sabia era que aquilo que ela procurava estava bem ali dentro dela e somente ela poderia descobrir, somente ela poderia ver, ela mesma, somente ela, afinal, era sua vida.

 


Categoria: CRÔNICAS
Escrito por marizete assis às 21h41
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