o que der na Telha

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"Algumas pessoas são educadas o bastante para não falarem com a boca cheia, porém, não se importam em fazê-lo com a cabeça vazia" Orson Wells

26/02/2012

ESTOU DE VOLTA

Como vocês podem ver, não consegui ficar muito tempo longe deste blog no qual escrevia tudo o que me dava na telha, e era muito bom. Como vocês sabem também, possuo um outro endereço no blogspot que é sobre Feng Shui (link ao lado - O Jardim Zen-Feng Shui), lá, continuarei colocando muitas dicas legais sobre o tema e sobre minhas atividades profissionais, porém aqui, quero voltar a escrever minhas crônicas, meus comentários sobre assuntos diversos, colocando vídeos de músicas que eu gosto e muitas coisas boas que a gente vê e ouve por aí, como o texto que eu colocarei hoje, enfim, novamente, tudo "o que der na telha".

O texto a seguir eu ouvi hoje na radio boa nova   no programa "Arquivo Vivo" que vai ao ar aos domingos às 10:00hs da manhã. O programa passava a última parte do seminário " Em Busca da Verdade" ocorrido em 2010 com o orador e médium Divaldo Franco onde lá pelo final  do programa ele conta sobre um artigo publicado nos EUA (não saberei informar maiores detalhes) onde um homem narra sua história. Diz o artigo:


Cheguei para o jantar e, como sempre, minha esposa já estava à mesa. Tomei coragem e disse-lhe:

_ Quero me divorciar de você.

Ela, como era de se esperar, fez uma expressão de surpresa e indagou-me:

_ Essa decisão é definitiva?

_ Sim. É definitiva - respondi-lhe e acrescentei:

_ Já estou conversando com meu advogado para que tudo fique arranjado da melhor forma. Deixarei esta casa e o carro para você e mais trinta por cento das ações da empresa. - ela então levantou-se derrubando ao chão o prato e os talheres e correu chorando para o quarto. Senti-me aliviado. O pior já havia passado! Tive coragem de dizer-lhe o que desejava.

Na manhã seguinte, ela ainda chorosa, procurou-me para dizer que precisava pedir-me um favor. Não queria a casa nem o carro, tampouco as ações, porquanto também trabalhava e era uma mulher independente, mas assinaria o divórcio sem problemas seu eu concordasse com uma condição. Disse ela:

_ Nosso filho fará alguns exames em breve e para que ele não tenha aborrecimentos quero comunicar a ele sobre nossa separação apenas daqui há trinta dias. - e continuou: _ Lembra-se de quando nos casamos que, ao chegarmos em casa você me carregou no colo para entrar na sala e logo depois carregou-me novamente até nosso quarto?

_ Claro que me lembro - respondi.

_ Pois bem, - continuou ela - à partir de amanhã, quero que você me carregue no colo novamente todas as manhãs ao sairmos do quarto até a sala, para que quando nos separarmos, nosso filho não fique com uma má impressão de nós.

Concordei com ela, afinal, isso não me custaria nada. Mais tarde contei o fato a Susan, a mulher com quem planejava me casar e ela disse:

_ Que coisa absurda! Essa mulher é louca? Para que, afinal, ela quer fazer isso?

Respondi que também achava uma coisa estranha, mas havia concordado em fazê-lo.

No dia seguinte eu a carreguei no colo e fiquei surpreso como ela era leve. Mais leve do que eu imaginava. Como ela prevera, ao nos ver, nosso filho ficou extasiado e disse em voz de pura admiração:

_ Nossa! Que cena linda!

E assim foram os dias. Todas as manhãs eu a carregava nos braços do quarto até a sala e a cada dia ela me parecia mais leve.

No décimo dia, notei que ela se arrumava com um vestido novo e colocou o mesmo perfume que usou em nosso casamento. Ao carregá-la, ela passou seu braço em volta do meu pescoço e era como uma brisa.

No décimo quinto dia, passei todo o tempo com Susan e, ao chegar em casa encontrei minha mulher sentada escrevendo frenéticamente. Como estava exausto, fui deitar-me sem nada dizer.

No vigésimo dia era eu que me sentia mais leve. Não sabia exatamente porque, talvez porque o prazo estava terminando, mas algo diferente estava acontecendo em mim.

No vigésimo oitavo dia eu já tinha completa certeza. Fui a casa de Susan e disse-lhe que não iria mais divorciar-me.

_ Por que não? - indagou-me tremendamente surpresa.

_ Porque hoje tenho absoluta certeza de que eu amo minha mulher. Estávamos apenas distanciados, mas, por incrível que pareça aquela loucura de carregá-la nos braços todas as manhãs serviu para nos aproximar e eu senti o quanto ainda a amo.

Susan, é claro, ficou revoltada com a situação. Esbravejou e atirou contra mim um vaso que estava a mão enquanto me expulsava de seu apartamento. Sai de lá aliviado. O pior já havia passado e eu estava, desta vez, certo do que havia decidido. No caminho de volta, passei por uma floricultura e comprei uma dúzia de rosas. A florista perguntou-me se não gostaria de colocar um cartão e eu aceitei, no qual escrevi: "Eu te amo e te carregarei até que a morte nos separe"! Segui meu caminho contente da minha decisão. Chegando em casa, não encontrei minha esposa na sala como era de costume, encontrei-a no quarto deitada em nossa cama. Ela estava morta! Ao lado da cama, o papel que ela havia escrito frenéticamente dias antes onde ela explicava tudo. Sofria de um câncer e não havia me contado nada. Uma metastase enorme! O prazo que ela havia me pedido de trinta dias era, na verdade, o tempo que o médico havia lhe dado de vida.  Ela tinha razão, nosso filho não sofreu o trauma do nosso divórcio e até seu último dia de vida ele soube que nos amamos até o fim e eu soube que a carregaria para sempre até depois da morte.


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Pensemos nas consequências de nossas dicisões muito além da nossa simples vontade!

Bom final de domingo a todos!


Escrito por marizete assis às 17h25
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