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"Algumas pessoas são educadas o bastante para não falarem com a boca cheia, porém, não se importam em fazê-lo com a cabeça vazia" Orson Wells

16/04/2012

SEMPRE A MESMA DESCULPA...parte1

Hoje vou publicar um texto do meu filho Pedro que estuda o 3º semestre de Jornalismo a respeito da sempre e atual polêmica sobre a influência da internet na educação das crianças. Sem querer "puxar a brasa pra minha sardinha", penso exatamente como ele, o que quer dizer que eu e meu marido conseguimos passar para ele e, tenho certeza que para os outro dois também, os nossos conceitos. É sempre muito fácil culpar: a internet, a televisão, a juventude de hoje em dia, e outras tantas desculpas que ouvimos por aí, para justificar a quase sempre injustificável ausência na vida dos filhos e na falta de educação dos mesmos. Para se ter uma ideia, certa ocasião, ouvi de uma mãe que tinha um casal de filhos da mesma idade dos meus, que ela não falaria muitas coisas para eles a respeito principalmente sobre sexo, porque eles aprenderiam na rua mesmo e assim ficariam mais espertos. Hoje em dia, cerca de 10 anos depois, ela lamenta a ausência de seus filhos em casa porque eles só querem saber de baladas e namoros. Infelizmente certas pessoas precisam aprender da maneira mais difícil.

Como esse blog não permite textos maiores, farei a publicação do texto mencionado em outra postagem logo abaixo desta.

 


Escrito por marizete assis às 23h04
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SEMPRE A MESMA DESCULPA...parte2

CULPAR A INTERNET É DESCULPA DE DESLEIXADO



Não faz muito tempo, uma matéria publicada no portal do “The New York Times” exibia o título: “se seu filho está acordado, ele está online”. Na época, o jornal promoveu um debate com especialistas em educação para discutir a questão da exposição das crianças à internet e o por que dos pais não fazerem nada a respeito.

O enunciado parecia escancarar o que a muito já é notável. É praticamente impossível, hoje, separar a criança da tecnologia que a cerca, bem como evitar o descaso dos que a bancam. A ideia de simplesmente restringir esse consumo parece banal, à medida que essa tecnologia é comum para todas elas que, por sua vez, podem navegar na casa de amigos, por exemplo, onde as regras de utilização tendem a ser diferentes e mais flexíveis. Porém, essa lógica, que a princípio gera debates (como o citado acima) e até certo medo, poderia ser contornada, positivamente, se uma básica, mas importante etapa do desenvolvimento da criança fosse sempre cumprida: a participação dos pais nos aspectos da vida dos filhos. Nesse caso, os cibernéticos.

O obrigatório dever moral de educar suas crias deu lugar a um desejo desenfreado de alimentá-los com bugigangas e quinquilharias. Hoje, logo após saúde e alimentação, em ordem de itens “imprescindíveis”, estão o smartphone, o notebook, o tablet e o que mais vier. Educação virou artigo de luxo nessa listinha.

Como afirma Alexandre Henriques, coordenador de Informática Pedagógica de uma escola paulista, toda criança tem sua “iniciação” no mundo online muito cedo, hoje em dia. “Antes mesmo de aprenderem a ler e escrever, as crianças já sabem utilizar o computador”, diz Alexandre.

De fato, controlar os caminhos do filho no universo virtual não parece tarefa fácil, uma vez que a oferta é abundante, não só em dispositivos, como em sites (as várias redes sociais e sua solidão assistida, a ilusão de ter “um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar”*, não nos deixam mentir). E, como tudo na vida, o tiro pode sair pela culatra. Nada exime o rebento de, mesmo orientado, seguir o caminho “contrário”. Mas há sim, um meio capaz de instruir e acompanhar as crianças (não literalmente) sem cortar, pura e simplesmente, sua diversão. Talvez não seja o único, mas de todos é o mais “paternal”: o diálogo. Simples assim.

Através da conversa frequente com os filhos, os pais devem criar regras condizentes com a realidade que os cercam e participarem mais ativamente da vida virtual dos jovens. Para tanto, o primeiro passo é se familiarizar com esse mundo e estar sempre disponível caso haja dúvidas ou descobertas, a primeira vista, impróprias. Um exemplo disso está em uma pesquisa realizada pela empresa Wave Corporate, entre maio de 2009 e maio de 2010, que verificou estarem entre os termos mais buscados pelos jovens na internet as palavras “sexo” e “pornô”.

Ao invés de reprimir ou condenar tais curiosidades, os pais deveriam entender que tudo faz parte de um processo de evolução da criança, que não se diferencia do que eles (os pais) já enfrentaram, um dia. Ou não é verdade que antes da internet, a televisão sofria com o preconceito e a censura, mais por ser “nova” e desconhecida do que pelo conteúdo abordado (fato que só começa a ganhar destaque atualmente)? E que, mais antigamente, pais conservadores restringiam a leitura de seus filhos, chegando até a queimar livros por considerá-los inadequados? A curiosidade e a busca pelo novo são características presentes em todas as crianças, que já possuem, naturalmente, uma tendência ao exagero. Se as tecnologias atuais as deixam mais suscetíveis a assuntos usualmente restritos ao ambiente familiar (isso quando existem...), por outro lado, elas oferecem uma ótima oportunidade de entender e acompanhar melhor o desenvolvimento dos filhos, possibilitando a quebra de tabus antes impenetráveis.

Portanto, o principal ponto não se trata só do tempo que as crianças passam com a cara em frente a uma tela. Caso fosse, não haveria tantos problemas. Psicólogos e Oftalmologistas estão aí para isso. Também não é questão, simplesmente, do conteúdo acessado, mas sim, de como a criança absorverá esse conteúdo. Se de forma abrupta, tomando conclusões por si própria, ou com acompanhamento (do) responsável. O simples ato de ouvir e aconselhar uma criança, de orientá-la sem proibições ou vetos extremos, cria nela um vínculo de respeito e cumplicidade que firewall* nenhum conseguiria.

PEDRO ASSIS SANTOS


Escrito por marizete assis às 23h02
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