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"Algumas pessoas são educadas o bastante para não falarem com a boca cheia, porém, não se importam em fazê-lo com a cabeça vazia" Orson Wells

24/01/2013

A PROFISSÃO CERTA

Talvez por ser início de ano, mas tenho ouvido e lido muito a respeito de profissões. É comum que algumas pessoas tenham como meta, ao iniciar um novo ciclo anual, mudar de emprego ou iniciar um curso que finalmente lhes habilite a ter uma profissão muitas vezes sonhada, ou mesmo que apenas lhes proporcione melhores condições de trabalho. É sabido que muitas pessoas, certamente a grande maioria, exercem alguma atividade profissional apenas pela sobrevivência, sem ser o que realmente lhes dá prazer, ou porque não tiveram a chance de fazer uma faculdade, ou porque o que gostam realmente, não lhes dá segurança financeira então, não têm coragem de assumir o risco, outras pessoas seguem o que suas famílias já prepararam para elas, outras até mesmo, não sabem direito do que gostam, apenas sentem-se insatisfeitas no que fazem. Realmente, é uma situação complicada na vida de todos, afinal, ela, a vida, nos compele a seguir caminhos que nos são convenientes, mesmo que não sejam os nossos. Eu, pessoalmente, trabalhei na área da saúde por alguns anos e vi pessoas que faziam o curso de Técnico de Enfermagem somente porque estava à mão. Já estavam trabalhando ali mesmo, o curso é rápido e relativamente barato, então, faziam-no sem que realmente tivessem vocação para isto.
Sempre me senti feliz por alguém que fazia o que gostava ou mesmo, gostava do que fazia, fosse o que fosse, o mais triste, porém, é ver pessoas que, não tendo coragem de mudar a própria vida, tecem críticas àqueles que têm coragem de seguir o seu caminho, mesmo enfrentando todas as dificuldades que nele surgirão.
Dias destes, encontrei uma velha conhecida, dos tempos em que nossos filhos eram pequenos. Sabendo que meu filho mais velho estuda Jornalismo, questionou o fato, pois, nessa profissão, não é mais exigido diploma específico. Ora, parece que não importa se você gosta de alguma coisa, você, para estar certo, deve seguir o fluxo da massa, como bois no matadouro. Ela, sequer entendia o porquê desta lei. Segundo ela, seu filho mais velho foi orientado por alguém da família que trabalha em uma emissora de TV, para que não seguisse pelo caminho do Jornalismo, caso quisesse entrar nesta área, e o orientou a fazer o curso de Radio e TV. Acontece que este curso é realmente muito caro, sendo assim, sua porta aberta para o ramo televisivo acabara de se fechar pelas circunstâncias financeiras, então, como na realidade não existia nele vocação nenhuma, foi cursar Administração de Empresas, assim, poderá trabalhar em banco.
As pessoas restringem suas escolhas profissionais, somente pelas oportunidades de trabalho, esquecendo-se da satisfação que a escolha certa lhes trará.
Eu mesma já enfrentei esta dificuldade. Sempre atuei em áreas que não me satisfaziam apenas pela necessidade do trabalho. Na época em que trabalhava em hospital, me foi sugerido, por outro profissional da Enfermagem, que eu fizesse o curso, pelo mesmo motivo que relatei anteriormente, mas , como também já disse, eu não tinha a menor vocação para isto, afinal, se não consegui fazer o que queria, não faria, pelo menos, o que não queria. Consegui, então, me desvencilhar desta situação de empregos insatisfatórios e fiz um curso relacionado a algo que sempre gostei, Feng Shui. Aliado a outra paixão que tenho que é a de escrever, formulei um livro sobre o tema. Claro que a dificuldade em publicar é enorme, mas superando as minhas próprias limitações, tentei, e após algumas negativas, decidi por coloca-lo em um site de publicações por demanda para novos autores. Feliz da vida, divulguei o fato, e o livro, é claro, no meu perfil no Facebook e até mesmo nos murais de amigos. Não esperava glórias nem aplausos, mas quem sabe um “curtir”, ou um comentário de “legal” ou “parabéns”, ou mesmo “boa sorte”, assim como eu mesma faria, caso fosse o contrário. Não posso dizer que não tive nenhum. Pessoas que conheço há pouco tempo o fizeram e até mesmo republicaram em seus perfis, mas, o que eu não esperava era alguma reação negativa, como a que aconteceu de fato. Alguém bem próxima de mim, colocou, em seu próprio perfil, uma postagem, sem citar meu nome, naturalmente, não só criticando a minha iniciativa, como colocando em dúvida a minha postura como espírita, cristã e “zen”.  Parece que toda vez que tentamos seguir o caminho que mais nos agrada, alguém se sente incomodado. Quem sabe, porque não teve a mesma coragem e seguirá a massa pelo resto da vida.


Escrito por marizete assis às 00h27
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