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"Algumas pessoas são educadas o bastante para não falarem com a boca cheia, porém, não se importam em fazê-lo com a cabeça vazia" Orson Wells

CRÔNICAS

17/09/2011

 
 

JULIA E A VIDA REAL

Julia andava pensando muito em sua vida nos últimos tempos. Analisava o por que de estar sempre procurando algo que a satisfizesse sem nem mesmo saber o que. Em sua vida, estava sempre deixando as coisas que começava de lado ou as iniciativas para depois. Quando demonstrava interesse por algo novo sempre havia duas opções: arrumar um motivo para não fazer, ou começar a fazer e logo perder o interesse. Pensando nessas coisas, Julia começou a lembrar da sua infância. Desde pequena, sempre gostava das coisas que eram as mais difíceis de conseguir. Lembrava que, como toda menina, quando entrou na escola, desejou ser  Professora, depois disso, só se desejou coisas totalmente fora do comum para sua época. Se pensasse em se tornar atriz não caberia a ela ser comum, teria de ser a que ganharia o Oscar*, para tanto, deveria ir para Hollywood.  Se por acaso se interessasse por algum esporte, seria aquela que ganharia a medalha de ouro aclamada como heroina nacional, adorada e porque não quem sabe invejada por alguns. Se fosse qualquer outra profissão, teria de ser aquela profissão que ninguém do seu meio comum sequer tivesse sonhado para si. E dessa forma, seus dias foram passando de sonho em sonho.  O mais engraçado de tudo isso é que na vida real Julia nunca se preocupou em ser a melhor no que estivesse fazendo. Na escola era sempre boa aluna, mas isso para ela era algo que acontecia naturalmente, nunca foi uma meta a alcançar. Quando se tornou adulta, nunca pensou em ser uma profissional qualificada fosse qual fosse a área em que estivesse atuando era sempre apenas mais uma no meio de tantos outras pessoas. Na realidade, sempre viveu para sonhar, sonhar com tudo o que não estivesse ao seu alcançe, e mesmo quando não se tratava de algo tão distante e inusitado, não se esforçava para conseguir, achava sempre uma desculpa para deixar de lado. Era-lhe sempre mais fácil sonhar apenas e lamentar sempre sem saber de que. Julia enfim começava a entender o que se passava com ela mesma.  Enfim, Julia deixaria de ser tão insatisfeita consigo mesma e com a vida. Não era afinal a vida somente que não lhe trouxera as oportunidades tão sonhadas, mas sim ela mesma que sonhando não havia até agora dado oportunidades para a vida.

 

 

 


Escrito por marizete assis às 18h22
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03/08/2011

 
 

A LEI DE SER FELIZ

 

 

É eterna a afirmação que ouvimos que estamos sempre em busca da felicidade. Agora, existe um projeto de lei que garante ao cidadão o direito de ser feliz, obrigando o Estado a garantir ao povo os direitos sociais constantes na Constituição para que o cidadão "busque" a felicidade. Vejam bem, BUSQUE a felicidade. Nem mesmo a lei, naturalmente, garante que a pessoa seja feliz apenas por ter seus direitos básicos garantidos.

No filme "À Procura da Felicidade", a personagem do ator Will Smith, passa por uma série de dificuldades financeiras sempre junto de seu filho, até mesmo dormindo no banheiro da estação do metrô, para  conseguir um novo emprego. É um filme que conta a história real de Chris Gardner( com algumas modificações) que hoje em dia é um magnata na área de finanças. Neste filme o que é a felicidade para Chris? Na minha visão é a concretização de seus objetivo, alcançar aquele emprego sonhado, sim, mas acima de tudo e mesmo passando por todas as dificuldades, nunca abandonar seu filho que na realidade tinha apenas dois anos ao contrário do filme onde tem cinco. Será que ele sonhava em hoje ser o bilionário que é, ou apenas desejava ser bem sucedido podendo sair daquela situação?

Existe também a mania de dizer e achar que as pessoas estão sempre em busca da felicidade porque a colocam sempre em algo que elas não têm. Na verdade, eu acredito que isso é um hábito adquirido e passado quase que culturalmente. Acredito que a felicidade como a maioria imagina simplesmente não existe. Ganhar na mega sena, ter aquela casa ou aquela profissão maravilhosa, fazer aquela viagem tão sonhada, tudo isso é motivo de felicidade e alegria para qualquer um, inclusive para mim, mas, se você paga aluguel de uma casa modesta, tem um emprego que te garante o sustento, não consegue viajar além da praia local ou às vezes nem isso, mas tem familia e saúde, você não é feliz?

Para quem trabalha na área da saúde, sabe-se de casos que, mesmo passando por doenças graves sem perspectiva de cura, existem pessoas que, mesmo sem exageros, aproveitam pequenos  momento sem reclamar apenas para agradecer cada instante que estão vivos.

Num outro exemplo de filme, "Antes de Partir" Jack Nicholson e Morgan Freeman, vivem personagens que estão com câncer em fase terminal. Com apenas alguns meses de vida eles se conhecem e passam juntos por várias aventuras em viagens pelo mundo, mas o que fica no final e é a essência do filme, é o que cada um aprendeu com o outro e a amizade que permanece. Os reais valores da vida são aprendidos nessa experiência toda, para as personagens e deveria ser também para quem assiste.

A felicidade não está em nada concreto mas em várias partes da vida sejam elas palpáveis ou abstratas, afinal ela é totalmente individual, cada um a sente e a vê de diferentes formas, assim como o amor, cada um tem o seu e por pessoas ou coisas que são particulares e lhes agradam aos olhos e ao coração. A felicidade são vários e pequenos momento, vários e pequenos pedaços da vida.

Em suma, todos fomos e somos absolutamente felizes hoje e seremos sempre, falta apenas a sensibilidade de perceber e agradecer.

FELICIDADE À TODOS!

 


Escrito por marizete assis às 09h54
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18/07/2011

 
 

JULIA E O TEMPO

 

Seu nome era Julia. Ela não era difrente de qualquer garota da sua idade, mas também não era igual. Tinha lá suas paixonites, suas manias, seus ídolos e era aí que na maioria  as vezes ela se diferenciava. Enquanto as garotas ficavam suspirando por bandinhas "emos" e seus cantores com cara de não se sabe bem o quê, Julia suspirava por várias coisas, mas somente as que lhe proporcionariam uma vida diferente. Não queria ser igual a todos nem diferente demais, apenas não igual. Não ambicionava a fama, mas o sucesso. Não queria ser apenas mais uma mas uma a mais na vida de muitos. A única coisa que perturbava Julia não eram seus pais, seus amigos , seus professores, sua vida financeira, o que perturbava realmente Julia no que ela gostaria de fazer da sua vida era que, ela simplesmente não sabia o quê. Seria exatamente o que que ela deveria fazer? Implacavelmente,então, o tempo foi passando e é claro,Julia foi passando com o tempo mas, suas axpirações não passaram, assim como não passaram suas dúvidas. Cada vez que Julia via ou fazia algo diferente do seu cotidiano, aquele sentimento voltava com mais e mais força o que a deixava mais e mais confusa, o que fazer? Se perguntava cada vez mais e com maior intensidade, afinal, Julia agora não era mais uma garota e sim uma mulher. E o tempo continuava a passar mas Julia não desistia do seu sonho, nunca seria tarde, um dia ela iria encontrar aquilo que ela buscava, aquilo que ela tinha certeza estava lá em algum lugar reservado para sua vida! O que Julia não sabia era que aquilo que ela procurava estava bem ali dentro dela e somente ela poderia descobrir, somente ela poderia ver, ela mesma, somente ela, afinal, era sua vida.

 


Escrito por marizete assis às 21h41
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07/05/2011

 
 

O OLHAR DE MÃE

 

O que cabe dento do coração de uma mãe? Tudo o que alcance seu olhar dentro do olhar de cada filho.


Quando nos tornarmos mães, tornamo-nos também seres diferenciados. Geramos, amamentamos, cuidamos, educamos e servimos, servirmos sempre sem nunca esperar pela subserviência. Cuidar nos faz alegre, nos faz felizes, mesmo sabendo que um dia eles não precisarão mais dos nossos cuidados, então, enquanto podemos, fazemos de tudo por eles.


É da natureza das mães sermos assim, noites sem dormir porque a barriga está tão grande que quase nos sufoca, depois, noites sem dormir porque querem mamar a cada três horas, ou porque estão com cólicas, ou porque está nascendo os dentinhos, ou estão gripados com febre, então, fazemos carinhos, massagens, contamos historinhas, até que durmam, aí, já está quase na hora de acordar, mas tudo bem, sorrimos e ficamos contentes porque estão bem.


Às vezes, pedimos para ficarem quietos de tanta bagunça, não aguentamos mais, mas quando ficam quietos por conta própria, logo nos preocupamos, será que estão doentes, não deu outra, mais noites sem dormir e ficamos felizes e aliviadas quando a bagunça toma novamente conta de nossas casas, Graças a Deus!

Mãe é assim mesmo, uma confusão de sentimentos que só mesmo nós é que entendemos, porém, um único sentimento é entendido por todos, o amor que temos por nossos filhos, e, mesmo que estejam distante dos nossos olhares, nossos corações os alcançam em qualquer parte do universo, portanto, nossos olhares não têm limites, porque sempre os enxergaremos com os olhos do coração.


Muito obrigada aos meus filhos por me tornarem mãe.

 


Escrito por marizete assis às 18h44
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02/05/2011

 
 

SEMANA SANTA

 

A Semana Santa para mim é a época de maior chamamento não só para a reflexão como também para a religiosidade. Sinto que nesta época tudo tem um sentido maior na vida. Pensamos, não somente na Paixão de Cristo, mas em todas as suas palavras, pela Pixão de Cristo por nós. as palavras que ainda ecoam e ecoarão na eternidade e que, assim como naquela ocasião, poucos sentiram sua grandiosidade e deixaram que elas realmente peetrassem em suas vidas como parte delas.

Adoro assistir aos filmes religiosos e sinto muita pena por eles estarem tão escassos nos últimos tempos. É como se na grande modernidade de hoje, a representação de sua Paixão estivesse ultrapassada. Quem sabe quando chegará o dia em que dirão que seus ensinamntos já não tem mais valia?

Lembro de quando era pequena o quanto eu adorava ir na procissão junto com minha mãe, minha tia e minhas primas. Íamos no bairro onde elas moravam, vizinho ao nosso, onde a procissão acontecia à noite. Segurávamos a vela acesa, entoavamos cantigos da igreja, na frente de tudo ia a estátua de Jesus no caixão e uma pessoa segurando um pano onde se via o rosto de Cristo estampado representando a Verônica que secou seu rosto manchado de sangue. Era certo que todos os anos fazíamos isso. Na igreja do nosso bairro então, acontecia um teatrinho da Paixão de Cristo, feito pelos próprios frequentadores da ingreja. Não perdia um ano também. Era muito bem feito, pelo menos para os meus olhos de criança maravilhada com tudo. Hoje em dia ainda existe uma pequena procissão que a cada ano diminui mais o seu trajeto e aumenta a tecnologia, pois, agora conta com carro de som que a acompanha. Hoje, e já há algum tempo eu não acompanho mais, apenas vejo pela minha janela,

Ainda gosto de assistir aos filmes, ver a procissão e sentir o chamado do Cristo que nunca cobra nada, nunca impõe nada, apenas nos deu de bom grado seus ensinamentos, seu amor e sua vida.



Boa Páscoa a todos!


Escrito por marizete assis às 11h58
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